Estamos em pleno tempo de preparação para o Natal

Estamos em pleno tempo de preparação para o Natal

Estamos em pleno tempo de preparação para o Natal. Tempo de espera e de esperança, sim, uma espera com esperança, uma espera ativa, de quem confia plenamente em Deus, uma caminhada rumo ao Natal.

No primeiro anúncio do anjo há um pedido para que Maria se alegre. Com este anúncio e pedido, Deus quer não apenas a alegria de Maria, mas de todos os seus filhos e filhas, por isso o tempo de preparação para o Natal, é um tempo de alegria, embora estejamos vivendo, no mundo e no Brasil, situações de muitas tristezas. Mas, como cristãos, somos convidados neste tempo alegre a perceber quais os motivos para que Deus, através dos seus inúmeros anjos, continue pedindo que nos alegremos. Temos muito mais motivos para nos alegrarmos do que para temermos. Vamos descobrir que, Deus está conosco, afinal, o anjo disse para Maria se alegrar porque Deus estava com ela, e se está com ela que é a nossa Mãe e representante de toda a humanidade, Ele também está conosco. Temos, portanto, um grande motivo de alegria: Ele está conosco, e se Ele está conosco, tudo é possível, e quando ela indagou, questionou o anjo, a resposta que ouviu foi: “Não tenhas medo! ” Precisamos enxergar em cada situação, por mais surpreendente que seja a graça de Deus. A nossa paróquia franciscana, acabou de festejar a nossa padroeira Nossa Senhora de Guadalupe, onde ressoa ainda bem forte em nosso coração o tema: Não temas, não estou eu aqui, que sou sua mãe?

O Natal tem uma magia! Ele nos torna pessoas mais sensíveis porque olhamos para a manjedoura e lá vemos um Deus infinitamente sensível, na simplicidade de uma estrebaria e na fragilidade de uma criança, dizendo de um modo subliminar que é tempo de resgatar o nosso lado humano, simples, sensível, porque é isso que nos aproxima de Deus e nos trás de volta algo do imaginário, lúdico, que reproduzimos para alegrar a criança que habita em nós.

Deus nos surpreende! Se Jesus tivesse nascido num palácio, só os nobres o conheceriam. Nos palácios, os pobres não entram. Mas não… nasceu numa estrebaria de animais. Abaixo da linha de pobreza. Nestas condições, TODOS podem se achegarem a Ele, principalmente os pequenos, os marginalizados, os figurados nos pastores que foram os primeiros a receber a notícia do nascimento do Salvador. Para conhecê-lo, temos que nos curvar, descer até o nível dos pequenos, senão nunca o veremos, não o conheceremos, sem nos curvarmos, mantendo-nos fiéis às orações e à vigilância para não esmorecermos diante dos obstáculos que sempre surgem em nossa caminhada cristã. Os relatos bíblicos nos colocam diante da nobre simplicidade do presépio: a estrela do Oriente sobre a gruta, José, Maria, o menino Jesus enrolado em faixas e deitado na manjedoura, os anjos do céu, os pastores e os magos do Oriente com seus presentes. A este quadro, São Francisco de Assis acrescentou o boi e o jumento, a partir de uma palavra do profeta Isaias: “o boi conhece o seu dono, e o jumento, a manjedoura do seu senhor” (1,3). É justamente nesta simplicidade que Deus se revela. E é esta simplicidade que nos prepara para acolher a revelação de Deus.

Natal é, portanto, a festa da humanidade para que possa condizer com o verdadeiro sentido do Natal do Senhor. A luz que brilhará ofuscará todas as outras luzes. A nós resta-nos a missão de fazermos o Natal acontecer todos os dias, ou seja, a missão de fazer Cristo nascer todos os dias no coração das pessoas. “Simplicidade é mensagem de Natal! Deus é criança, nunca vimos coisa igual! ”, diz um canto. A simplicidade ajuda a valorizarmos o essencial: o Menino Jesus. É ele quem deve aparecer! É ele quem deve ser notado! É ele quem deve ser adorado. Deixemos o nosso presépio ser o presépio de Jesus. Deixemos o Natal ser o natal de Jesus! Quem sabe, assim, o Menino Jesus também ressuscite em nosso coração.

A Pandemia obriga-nos a afrouxar relações e a fechar-nos enquanto o Menino Jesus nos convida a abrir-nos até dar a nossa existência ou parte dela ao próximo. É uma luz que combina com o amor. Por isso a festa do Natal ajuda-nos a viver também a precariedade, o limite e a doença e ajuda-nos a recomeçar todas as manhãs com fé e esperança. Jesus, o eterno Natal, nos ajude também em 2021 a reacender em nós o desejo de recomeçar, de recriar, de buscar novamente o que é essencial para nós e para nossa vida em comum na família, na sociedade e na Igreja. Um feliz e Santo Natal para cada um, irmãos e irmãs queridos desta Paróquia e de todas as Comunidades, com desejo de bênçãos para cada dia do ano de 2021. Feliz Natal, portanto, a todas as famílias, a todos vós e sobretudo a quantos se sentem sós e abandonados, mas movidos pela esperança. Paz e Bem!